El Fad – Lunar

 

* José Peixoto Guitarra

Carlos Zíngaro Violino

José Salgueiro Bateria e Percussões

Miguel Leiria Pereira Contrabaixo

António Quintino Contrabaixo

«Lunar» pode ser « aberto », mas é rigoroso.

Ouça-se a filigrana percussiva, ou um quarteto de cordas à vontade no jazz, Bartok, na música oriental culta, em certo “rock progressivo” irónico/icónico, na tradição mediterrânica.

Ninguém precisa de apresentações. Zíngaro, monstro sagrado para a minha geração, tornou-se figura de proa da “free music” mundial. As cordas sublimes de Peixoto lembram-me Ralph Towner, ou o esquecido Philippe Deschepper, mas com alma própria. Os outros são soberbos pares do reino. Não é muito comum um “folk jazz” (chamemos-lhe assim) sem estereótipos. Raro exemplo é o mítico “Violin”, com os Oregon e Zbigniew Seifert, há mais de 30 anos. Mas agora há “El Fad”, sem celtismos de pacotilha nem acrobacias mouriscas. Nos contrabaixos ouço Barre Philips e Glenn Moore, nas frestas dos uníssonos surge-me Charlie Parker, mas o todo é muito mais do que a soma algébrica das partes.

“El Fad”, em boa verdade, criou “um som”, espécie da“Big Note”de Zappa. Uma impressão digital, que permite o reconhecimento imediato.

É o nosso destino: música fronteira, sem fronteiras.

Nuno Rogeiro, 2010

* foto: Hélio Gomes | JACC

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José Peixoto  Guitar

Carlos Zíngaro  Violin

Miguel Leiria Pereira  Double Bass

António Quintino  Double Bass

José Salgueiro  Percussion

 OUR FAD(O)

«Lunar» may be «open», but it is rigourous.

Just listen to the percussive filigree, or a string quartet at ease in jazz, Bartok, in the oriental musical tradition, in a certain “progressive rock”, ironic/iconic, or in the Mediterranean tradition. No need for presentations. Zíngaro, sacred monster for my generation, has become a first line character in the world’s “free music”. Peixoto’s sublime strings remind me of Ralph Towner, or the forgotten Phillipe Deschepper, but with its own soul. The others are superb pears in the kingdom.

It’s not very common to find a “folk jazz” (let’s call it that way) without stereotypes. Rare is the mythic example of “Violin”, with theOregonand Zbigniew Seifert, and over more than 30 years. There is now an “El Fad”, without the usual low quality Celtic tricks or Moorish acrobatics. In the double basses I hear Barre Philips e Glen Moore, in the unisonous cracks Charlie Parker arises, but the whole is much more than the algebraic sum of the parts.

“El Fad”, truly, has created a “sound”, species of Zappa’s “Big Note”. A fingerprint that allows the immediate recognition. It is our destiny: border music, without borders.

Nuno Rogeiro, 2010.

CRÍTICA

Combinando a flexibilidade instrumental do jazz com ambientes mediterrânicos (…) As cordas unem-se em efusivas celebrações, o dedilhar de Peixoto destaca-se, o violino de Zíngaro assume formas clássicas como poucas vezes lhe vimos, os contrabaixos de Quintino e Pereira acrescentam outras tonalidades (…). Nuno Catarino, Ípsilon

Lunar é um Lisboa-Dakar musical, sem pó e com experiências bem mais profundas e enriquecedoras. José Carlos Fernandes, Time Out Lisboa 

(do público)

“A formação, de luxo, envolve José Peixoto – guitarra; Carlos Zíngaro – violino; Miguel Leiria Pereira – contrabaixo, António Quintino – contrabaixo e José Salgueiro – percussão. Com gente assim, é sempre uma compra segura, por certo.”     http://muguelemusica.blogspot.com/search?q=lunar

“Não é apenas um novo disco, o regresso de um projecto fantástico, é também o nascimento de um novo projecto editorial. É o nascimento da editora do Jazz ao Centro Clube(…) Sobre “Lunar”, dizer apenas que é o regresso aos discos dos excelentes El Fad, quinteto composto por José Peixoto – guitarra, Carlos Zíngaro – violino, José Salgueiro – bateria, Miguel Leiria Pereira e António Quintino – contrabaixo.”             http://a-trompa.net/novidades/lunar-el-fad

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2 responses to “El Fad – Lunar

  1. Grandes músicos, tive a sorte de ter ve-lhes no Teatro de Loule e sao optimos ao vivo. Nao ouvi algo parecido, um projecto muito bom e original.

    • Olá Manuel

      Ficamos muito satisfeitos com o comentário e não podiamos concordar mais: estes senhores são uns mestres! Dá-nos muita alegria ter um seguidor entusiasta como tu, pedimos-te que fiques atento, mais Portugal Jazz e edições JACC Records se seguirão, com a nossa marca, esperamos que possas usufruir deles! Gostaste do disco de L.U.M.E. que levaste em Loulé?
      Aguardamos o teu olhar atento, sugestões e presença nos nossos concertos.

      Bem-haja!
      JACC Records

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